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Thorsten von Overgaard

[ENGLISH] "I don't think about what I photograph, but when I analyze my pictures what I look for are people and light." --Thorsten von Overgaard

Thorsten von Overgaard's web page: http://www.overgaard.dk

[PORTUGUÊS] "Eu não penso sobre o que fotografar, mas quando analiso minhas fotografias o que busco são pessoas e a luz. " --Thorsten von Overgaard

Página web do fotógrafo Thorsten von Overgaard: http://www.overgaard.dk

Thorsten Overgaard

Thorsten Overgaard

Romualdas Pozerskis

[ENGLISH] Romualdas Pozerskis is a Lithuanian photographer born in 1951. He is a member of the Lithuanian Photo Art Union. I recommend you take a look at his photographs. 

[PORTUGUÊS] Romualdas Pozerskis é um fotografo lituano nascido em 1951. É membro da Lithuanian Photo Art Union. Eu recomendo que você pesquise sobre ele e aprecie sua produção fotográfica. Suas fotos são impactantes e ricas em carga emocional. 

Photo / Foto: Romualdas Pozerskis

Photo / Foto: Romualdas Pozerskis

Nick Rains

[ENGLISH] Travel photographer Nick Rains on shooting monochrome travel photography: 

Photo / Foto: Nick Rains

Photo / Foto: Nick Rains

"Monochrome travel photography is really about my own work rather than my commercial work. I shoot color to satisfy the clients and I shoot black-and-white to satisfy myself. Very little work in black-and-white gets published these days, which is a great pity, unless you’re having a fine art exhibition or something. Color is what is always required by commercial clients but to please myself, and at the end of the day you have to do some photography for yourself, I much prefer black-and-white with its limits of just textures and shapes. The color is often a distraction for me."

Nick Rains's web page:   https://www.nickrains.com

[PORTUGUÊS] A opinião do fotógrafo Nick Rains sobre fotografia de viagem monocromática: 

"A fotografia de viagem monocromática está essencialmente ligada a meu trabalho autoral, e não a meu trabalho comercial. Eu fotografo em cores para satisfazer meus clientes e em preto e branco para minha satisfação. Nos dias atuais poucos trabalhos em preto e branco conseguem ser publicados, a não ser que se trate de uma exposição artística, o que é uma pena. O mundo comercial demanda imagens coloridas, mas no que tange à minha satisfação -- e é importante produzir fotografias para satisfação pessoal -- eu sempre prefiro o preto e branco, com seus limites de representação apenas por texturas e formas. As cores geralmente constituem apenas uma distração."

Página web do fotógrafo: https://www.nickrains.com

Recife Image

[PORTUGUÊS] Em de 20 de julho de 2017 eu proferirei uma palestra sobre fotografia autoral e de rua no Recife Image, um grande congresso de fotografia a ser realizado no Centro de Convenções do Recife.  Ver https://www.recifeimage.com/palestrantes/francisco-cribari/ 

Página do evento: https://www.recifeimage.com/ 

No vídeo abaixo eu falo sobre o evento e sobre minha palestra. 

[ENGLISH] I will give an invited talk on street photography at Recife Image, a large photography conference that will be held in Recife, Brazil (July 20 and 21, 2017). 

Antanas Sutkus

[ENGLISH] Antanas Sutkus is Lithuanian photographer born in 1939. He co-founded and presided the Lithuanian Association of Art Photographers. His photographs are of excellent quality. His web page: http://www.antanassutkus.com/

[PORTUGUÊS] Antanas Sutkus é um fotógrafo lituano nascido em 1939. Foi um dos fundadores da Sociedade de Arte fotográfica da Lituânia. Alguns o qualificam como "O Henri Cartier-Bresson da União Soviética". Uma de suas afirmações resume bem a fotografia documental e de rua: "O dia a dia é universal, ele não se sujeita a ninguém." Sua produção fotográfica é de excelente qualidade. Eu tive o prazer de visitar uma de suas exposições itinerantes em 2013 e senti-me profundamente impactado pelas fotografias que lá apreciei. Sua página web: http://www.antanassutkus.com/

Photo / Foto: Antanas Sutkus. 

Photo / Foto: Antanas Sutkus. 

Why I photograph in black and white

[ENGLISH] I was asked by the editor of PBMAG, a Brazilian magazine specialized in black and white photography, why I most of my photos are monochromatic. I then wrote the text below (in Portuguese).

[PORTUGUÊS] No texto abaixo, publicado na revista PBMAG, eu explico por que fotografo em preto e branco. 

Por que eu fotografo em preto e branco

Francisco Cribari
http://cribari.com.br

Eu faço primordialmente fotografia de rua e documental. Ocupo-me, assim, da vida como ela é, da vida como se desenrola cotidianamente, sem disfarçes ou vernizes. Esse é o tema que me encanta e que me move: o ser humano, seu comportamento e suas interações. Encanta-me o que é verdadeiro, o que tem lastro na complexa e nuançaca humanidade que nos habita e que nos define. Passada a camada de vernizes, de projeções pessoais e sociais, dos disfarces, dos habituais mecanismos de defesa e de nossa incessante busca por conformidade há nossa humanidade. Rica, contraditória, cravejada de nuances. É preciso, assim, atravessar uma camada de distrações para alcançar o essencial, o fundamental. De forma análoga, a fotografia contém algo essencial: conteúdo, composição e uso da luz disponível. Essa trindade é, para mim, a essência fotográfica, é o que costuma chamar "tutano fotográfico". É ela que me toca, que conversa comigo sem intérpretes ou inócuas adjetivações. Para alcançá-la, opto por abrir mão das camadas que nos separam. Em especial, abro mão daquilo que chamo de "verniz fotográfico", daquilo que constitui a camada mais imediata da imagem, daquilo que tem o poder de nos seduzir e dominar nossa atenção: as cores. Como sabemos, nosso cérebro se ocupa primeiramente do processamento de cores para só então processar formas. Nossa atenção imediata privilegia certas cores. Ela, mesmo que por instantes infinitesimais, mergulha em encantamentos proporcionados por matizes e saturações. Distanciamo-nos, assim, daquilo que releva, daquilo que para mim constitui o essencial, do diálogo sincero e direto travado pelo conteúdo, pela composição e pela luz. É esse o diálogo que me toca e que me move. Ele é meu destino e meu refúgio. Pouco interesse mantenho em prefácios, prelúdios, vernizes e encantamentos. Essa é a razão primordial por que o preto e branco domina minha fotografia.

Há, em caráter acessório, duas outras razões. A primeira envolve o uso da imaginação. Nada somos sem nossa capacidade de imaginar, de abstrair, de criar a partir de abstrações, de estabelecer associações, de unir o real ao imaginário. A fotografia em cores possui caráter literal na medida em que fornece uma descrição completa da cena. Pouco alimento deixa para nossa imaginação, para nossas reconstruções subjetivas, para o deleite de nossa imaginação. Em contraste, na fotografia monocromática nossa imaginação é convidada a revisitar a cena, a reconstruir as informações faltantes, a criar um diálogo entre o real e o imaginário. Como alguém já colocou -- e com propriedade --, apreciar uma fotografia colorida é como assistir a um filme ao passo que a apreciação de uma fotografia em preto e branco mantém relação com a leitura de um livro. Ao me deparar com essa analogia lembrei imediatamente do enorme e indescritível prazer que senti ao ler Anna Karenina, obra fundamental do escritor russo Liev Tolstói. Lembrei da forma como imaginei os traços físicos do conde Alexei Vronsky, de como imaginei os gestos de inquietude da protagonista da história, de como perambulei pelas indecisões da princesa Kitty e pelos conflitos existenciais de seu pretendente, Konstantin Levin. Que banquete para qualquer imaginação inquieta e fértil! Logo em seguida lembrei das versões do livro para a grande tela. Ali tudo me foi dado, tudo me foi entregue, tudo foi descrito, pouco foi deixado para minha imaginação. Só o livro me marcou, só nele realmente dialoguei com a história enquanto a degustava.

A segunda razão acessória pela qual o caráter monocromático domina minha fotografia reside na ânsia que mantenho em criar algo que seja separado da realidade, mesmo que parcialmente, em gerar algo que contenha entidade própria. Concordo, assim, com o fotógrafo norte-americano Aaron Siskind, que certa vez afirmou que ao produzir uma fotografia deseja que ela seja um objeto novo, completo e autocontido. A remoção da referência às cores, como notado pelo fotógrafo David Edelstein, contribui para que as fotografias se tornem objetos novos, fazendo-as ir além da mera descrição do mundo.

Em resumo, o preto e branco, em sua abstração, seduz nossa imaginação e não nossa atenção imediata. Oferta território fértil para o exercício de nossa imaginação, abre uma porta para um mundo novo, para um mundo em que realidade e irrealidade coexistem harmonicamente. O preto e banco nos conduz diretamente ao tutano fotográfico, aos elementos essenciais de uma fotografia. Distancia-se do mundo que retrata em alguma medida, buscando constituir objeto novo, uma entidade não escravizada pela realidade que lhe deu origem.

Link: http://pbmag.com.br/por-que-eu-fotografo-em-preto-e-branco/

 

FFF

[ENGLISH] According to Matt Stuart, there are three different approaches to street photography, and they all start with an "F": (i) Fishing, i.e., find an interesting place and wait there for something interesting to happen, (ii) Following, i.e., find interesting characters and follow them, and (iii) Fuck, i.e., walk around with the right camera settings to capture something interesting you notice in a fraction of second. 

Matt Stuart's web page: http://www.mattstuart.com 

Photo / Foto: Matt Stuart

Photo / Foto: Matt Stuart

What makes a good photograph?

[ENGLISH] What makes a good photograph? According to photographer Craig Semetko, the key element of an outstanding photograph are: (i) Design ("D"), (ii) Intelligence ("I"), (iii) Emotion ("E"), and (iv) Timing ("T"). He ranks emotion as the most important of all four elements followed by intelligence. When you produce a photograph that has three or even all four elements listed by Mr Semetk you know you produced an outstanding photograph. 

2016

[ENGLISH] The video below contains some of the photos I made in 2016. 

[PORTUGUÊS] O vídeo abaixo contém algumas fotografias que eu produzi ao longo de 2016. 

Grain: Imperfection is beauty

[ENGLISH] Street photographer Eric Kim has recently made the following claim on why several photographers add grain to their digital photographs: "I think one of the biggest reasons why we love grain, the look and aesthetic of film, is because imperfection is beauty." He goes even further: "With most modern digital cameras, the photos are too crisp. Too sharp. Too perfect." I partially agree with him and I note that grain adds texture to the image. Photographer Sebastião Salgado, for instance, always felt that modern digital imagens are too flat, that they lack volume and texture. When he started shooting with digital cameras, he hired a French company to develop for his digital images the same grain he used to have in this film photographs, which were mostly shot using the Tri-X film. Finally, I note that grain looks better on print than on images viewed on computers and mobile devices screens. 

[PORTUGUÊS] O fotógrafo de rua Eric Kim recentemente afirmou, ao comentar sobre o uso de grão em imagens digitais, que gostamos da estética granulada das imagens analógicas porque imperfeição é beleza. Para ele, as imagens produzidas pela maioria das câmeras digitais modernas tendem a ser excessivamente nítidas e excessivamente perfeitas. Eu concordo parcialmente com suas colocações e noto que o grão adiciona textura às imagens. O fotógrafo brasileiro Sebastião Salgado sempre achou as imagens digitais muito planas, sem volume e sem textura. Quando de sua migração para o mundo digital, ele contratou uma empresa francesa que desenvolveu para suas fotografias digitais o mesmo grão que suas imagens analógicas costumavam ter quando ele usava o filme Tri-X. Por fim, noto que o grão é visualmente mais agradável em imagens impressas que em imagens visualizadas em telas de computadores e dispositivos móveis.   

Photo / Foto: Francisco Cribari. 

Photo / Foto: Francisco Cribari. 

Eli Reed

[ENGLISH] Eli Reed was the first black photographer to work full-time for Magnum. He is an outstanding photojournalist. Over the years he produced excellent photographs. I am attaching my favorite one to this post.

[PORTUGUÊS] Eli Reed foi o primeiro fotógrafo negro a ser empregado em tempo integral pela agência Magnum. Ao longo dos anos ele produziu imagens da mais elevada qualidade. Estou anexando abaixo minha foto favorita dentre todas as fotos que ele produziu (ou, ao menos, dentre as que conheço).

Photo: Eli Reed. 

Photo: Eli Reed. 

David Edelstein

[ENGLISH] David Edelstein is a photographer based in Seattle, Washington. His images have been said to contain an abstraction of reality. In a recent interview he was asked why he chose black and white for his street photography. His answer: "Well, the short answer is that I love black and white. The longer answer is that I like to shoot in black and white because it isn’t how the world looks. I agree with what Aaron Siskind said: “When I make a photograph I want it to be an altogether new object, complete and self-contained.” Removing the literal reference of color helps me to make my photos new objects, instead of just describing the world."

[PORTUGUÊS] David Edelstein é um fotógrafo de rua que reside em Seattle, Washington. Suas imagens já foram descritas como a abstração da realidade. Em uma entrevista recente ele foi perguntado sobre por que escolheu o preto e branco para suas fotografias de rua. Sua resposta: "Bem, a resposta curta é que adoro preto e branco. A resposta longa é que eu fotografo em preto e branco porque o mundo não é dessa forma. Eu concordo com o Aaron Siskind, que disse que quando produz uma fotografia ele quer que ela seja um objeto novo, completo e auto-contido. A remoção da referência às cores contribui para que minhas fotografias se tornem novos objetos, ao invés de serem uma mera descrição do mundo." 

Photo: David Edelstein. 

Photo: David Edelstein. 

PBMAG Exhibition

[PORTUGUÊS] Participarei, ao lado de excelentes fotógrafos, da Mostra PBMAG de fotografia em preto e branco nos dias 3 e 4 de dezembro de 2016. O evento se insere no São Paulo Photo Weekend. Endereço: Rua Fidalga, 184 - São Paulo/SP. 

Mostra PBMAG, São Paulo/SP, dezembro de 2016

What not to do

[ENGLISH] What should you not photograph in the streets? There are several views on that. I can share my view on the issue with you. This is what you should avoid photographing: (i) people in embarrassing situations (drunk people, couples arguing in public, etc.), (ii) street artists (it's too easy to photograph them), and (iii) beggars. 

[PORTUGUÊS] O que não fotografar nas ruas? Há diferentes opiniões sobre o assunto. No meu entendimento, o que deve ser evitado: (i) pessoas em situações constrangedoras (pessoas bêbadas, casais brigando em público etc.), (ii) artistas de ruas (é fácil demais fotografá-los) e (iii) moradores de rua (estão em situação de extrema fragilidade). Claro que pode haver exceções, mas tais exceções devem ser raras e bem justificadas. 

Photography exhibition in Paris, 2016

[ENGLISH] One of minhas photos was selected in an internacional contest on sports photography ("Objectif sport!") for an exhibition in Paris (July 5 through September 9, 2016). 

[PORTUGUÊS] Uma de minhas fotos foi selecionada após uma competição internacional para uma exposição em Paris, que ocorreu entre 5 de julho de 9 de setembro de 2016. O concurso teve como tema "Objectif sport!" e foi promovido pelas Alianças Francesas de todos os países.

"Objectif sport!" - Paris, July through September 2016

Hunting for the unknown

[ENGLISH] A nice quote about street photography: "I don’t know exactly what I’m searching for. But I seem to know what it is when I find it.” --David Powell Yes! I too don't know what I look for when I am on the street, but I sure know what it is when I find it. Street photography is about that: searching and finding. The above quote was taken from the video below, which I recommend.  

[PORTUGUÊS] Uma ótima citação sobre fotografia de rua: "Eu não sei exatamente o que procuro, mas passo a saber quando encontro." --David Powell, fotógrafo de rua Sim! Eu também não sei o que busco quando estou nas ruas fotografando, mas certamente passo a saber quando encontro. Essa é a essência da fotografia de rua: buscas e descobertas.  A citação acima foi retirada do vídeo abaixo, que recomendo. 

Gustavo Gomes

[ENGLISH] Gustavo Gomes (or Gustavo Minas) is a Brazilian street photographer. His color street photos are of excellent quality. Their composition is oftentimes clever and complex. 

[PORTUGUÊS] Gustavo Gomes (ou Gustavo Minas) é um fotógrafo de rua brasileiro que trabalha predominantemente em cores. Suas composições tendem a ser precisas e muitas vezes complexas. 

Photo / Foto: Gustavo Gomes (Gustavo Minas). 

Photo / Foto: Gustavo Gomes (Gustavo Minas). 

Ralph Gibson

[PORTUGUÊS] Ralph Gibson é um fotógrafo que sempre nos surpreende com suas composições e enquadramentos. Aqui temos um exemplo de como uma fotografia é definida não apenas pelo que inclui no quadro, mas também (e, talvez, principalmente) pelo que dele exclui. Rostos e identidades mostram-se supérfluos; a narrativa os dispensa. Apesar do enquadramento ousado, notamos a presença de elementos de uma boa composição: as duas mãos se encontram em áreas nobres do quadro e o instrumento musical conduz nosso olhar para a mão da criança. A imagem é também rica em conteúdo. Alguém já disse que contraste é o que torna uma fotografia interessante. Aqui há visível contraste entre o relaxamento do adulto ao violão e o elemento de tensão dado pela mão esticada do bebê. A verdadeira fotografia é feita com o olhar, com sentimentos e com o cérebro, tudo regado a largas doses de intuição. A verdadeira fotografia pulsa emoções, toca-nos, inquita-nos. Ralph Gibson é, para mim, um dos mestres da inquietação. 

Photo / Foto: Ralph Gibson

Photo / Foto: Ralph Gibson

How to compile Darktable

[ENGLISH] I produced a quick tutorial (in Portuguese) that explains how to compile the RAW processor Darktable from the source files.  

[PORTUGUÊS] Eu produzi um vídeo explicando como compilar o software de tratamento de fotos Darktable a partir dos arquivos-fonte. Como eu explico no vídeo, às vezes é útil obtermos a versão mais recente do programa.